O Governo do Estado tem fortalecido a gestão ambiental no Pará com a ampliação e descentralização das ações do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará, o Ideflor-Bio. A estratégia tem levado atendimento técnico, serviços e políticas públicas para mais perto da população, especialmente em regiões onde a presença institucional é essencial para apoiar a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.
Nos últimos anos, o Instituto passou a contar com novos escritórios em Soure, Xinguara, Redenção, Parauapebas e Marabá. A expansão busca tornar as ações ambientais mais ágeis, aproximar o diálogo com comunidades e parceiros locais e fortalecer iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas, produção rural sustentável e educação ambiental.
O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, destacou que a implantação das novas unidades reforça a interiorização das ações do Instituto em diferentes regiões do Pará. “Com essas unidades, ampliamos nossa presença institucional, aproximamos o diálogo com as comunidades e parceiros locais e garantimos mais agilidade na implementação de políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável”, ressaltou.
A descentralização também tem ampliado a construção de parcerias com municípios paraenses. Em Redenção, a unidade entregue em março deste ano já atende cidades como Santa Maria das Barreiras, Conceição do Araguaia, Cumaru do Norte, Bannach, Rio Maria, Pau D’Arco, Floresta do Araguaia e Santana do Araguaia.
Para Cleila Araújo, gerente do escritório de Redenção, a presença do órgão no interior torna o atendimento mais acessível e conectado à realidade local. “Quando um órgão estadual sai da capital, ele passa a ser presente, acessível e resolutivo, dá mais agilidade para as políticas públicas, permite atuar dentro da realidade de cada região e suas respectivas necessidades e desafios. Estamos na fase inicial, criando parcerias voltadas para a instalação de viveiros que atendam programas como sistemas agroflorestais”, destacou.
Além do escritório, o Ideflor-Bio instalou em Redenção um viveiro de mudas na Escola Municipal Antonieta de Lourdes, localizada a cerca de 15 quilômetros da sede urbana. A estrutura tem capacidade para produzir entre 15 mil e 20 mil mudas, que serão utilizadas em ações de recuperação de áreas degradadas e implantação de Sistemas Agroflorestais, fortalecendo a produção rural sustentável.
Em março de 2026, Xinguara, no sul do Pará, também recebeu um novo escritório do Ideflor-Bio. O espaço funciona como ponto de articulação para ações de conservação ambiental e apoio à produção rural sustentável.
Segundo o gerente local, Gilvan Santos, a unidade atua em recuperação de áreas degradadas, projetos de reflorestamento, restauração ambiental, educação ambiental com comunidades e escolas, incentivo à participação social na gestão de territórios, apoio a cadeias produtivas sustentáveis, madeira legal, sementes e agricultura familiar.
“A importância dessas sedes locais é trazer as ações para mais perto, porque antes, a sede mais próxima era localizada em Marabá, ficava muito longe o pessoal da região se deslocar até a outra cidade e vice-versa também. Agora o desenvolvimento, o conhecimento e os recursos estão mais próximos”, afirmou Gilvan Santos.
Além do Escritório Regional de Carajás, em Marabá, o Governo do Estado também conta com unidades do Ideflor-Bio em Parauapebas e Soure, no Arquipélago do Marajó. Entre os principais focos de atuação está o fortalecimento do Projeto Sistemas Agroflorestais, o Prosaf, iniciativa que integra produção agrícola e conservação ambiental.
A proposta busca incentivar práticas sustentáveis, ampliar a recuperação de áreas degradadas e fomentar alternativas econômicas que respeitem o equilíbrio ecológico, reforçando o papel da gestão ambiental como ferramenta de desenvolvimento para o Pará e para a Amazônia.
Imagem: Imprensa Amazônica / Divulgação