O Governo do Estado do Pará decretou luto oficial de três dias pela morte de Lucidéa Maiorana, presidente do Grupo Liberal, ocorrida nesta quinta-feira, aos 91 anos, em São Paulo (SP), onde recebia cuidados médicos. Conhecida como Dona Déa, a empresária deixa um legado marcante na comunicação e na vida social e cultural da região amazônica.

A governadora do Pará, Hana Ghassan, destacou a trajetória da empresária e sua contribuição para o Estado. “Uma mulher de garra e perseverança. Um legado que jamais será esquecido. Me solidarizo com os familiares, amigos e todos que fazem o Grupo Liberal”, afirmou.

Natural de Monte Alegre, no oeste do Pará, Déa Maiorana nasceu em 10 de maio de 1934. De origem humilde, viveu parte da infância em um orfanato e, ainda jovem, mudou-se para Belém, onde passou a viver com a avó. Na capital paraense, conheceu o empresário Rômulo Maiorana, com quem construiu uma das mais importantes trajetórias empresariais da Amazônia.

O casal fundou o Grupo O Liberal, consolidando um dos maiores conglomerados de mídia da região. Em 1966, adquiriram o jornal O Liberal, transformando o veículo em referência nacional. Uma década depois, em 1976, fundaram a TV Liberal, afiliada da Rede Globo no Pará, ampliando a presença do grupo no cenário da comunicação.

Após a morte do marido, em 1986, Dona Déa assumiu a presidência das empresas, conduzindo o grupo com perfil discreto, mas firme. Sua atuação também foi marcada pelo envolvimento em causas sociais e culturais, fortalecendo iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional.

Reconhecida como símbolo de protagonismo feminino e liderança empresarial, Déa Maiorana deixa uma contribuição significativa para a imprensa no Pará e no Brasil, além de uma trajetória que inspira gerações.

Autoria: Redação
Imagem: Imprensa Amazônica / Divulgação